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  • Writer's picturePatricia Lenharo

Quem eu sou quando ninguém está olhando?

Sou vulverável?

Choro, grito, xingo....

Sou humana!

Mas, é permitido ser humano?

Sou fraca quando choro?

Sou histérica quando grito?

Sou desequilibrada quando xingo?

Quem eu sou quando ninguém está olhando?

Em meio aos grupos sociais temos “padrões” pré-estabelecidos a seguir, todos nós uns mais outros menos tentamos nos adaptar, encaixar aos padrões, mas...


Você se encaixa nos padrões?


Muitas vezes temos alguns desejos, manias, características que não aceitamos porque “alguém” disse que não era aceito.


Vamos pensar sobre isso?


Para tudo na vida há que se ter parcimônia, equilíbrio, porém, em nossa caminhada por vezes experimentamos um extremo de sentimentos, uma explosão de ira, por exemplo, para, depois de estramos mais calmos, perceber que não precisava ser tão intenso naquele momento.

E isso significa que aquela atitude é condenável?

Não, definitivamente NÃO!


Significa que você percebeu, de acordo com seu sistema de crenças e valores que você pode ser mais ameno da próxima vez!


Isso te conduz a um auto-encontro, esse momento é “mágico” porque não é conduzido pelo externo, mas por você, onde você consegue identificar por si as arestas a serem aparadas, sem condenação, sem julgamentos.

Quem eu sou quando ninguém está olhando?

É necessário olhar para nossos pedacinhos em dor.


Sim, temos resistências, temos medos, e cada um manifestamos de uma maneira, alguns escondemos bem fundo em nós, outros manifestamos e criticamos no outro porque sentimos que é algo condenável.


De uma maneira ou de outra, é um pedacinho em dor pedindo para ser olhado.


E você pode me perguntar: como sei se é um pedacinho em dor?


Porque te incomoda, te faz ficar pensando na mesma situação num looping infinito, fica uma “ruminação” mental. Essa é o sinal que seu sistema está te dando para olhar para essa emoção.


Vamos a um exemplo:


Vejo uma pessoa nas redes sociais, ela fala, se expressa e tem até “curtidas”, então você pensa: Que coisa mais tonta!! Quanta besteira!! E ainda tem gente curtindo isso!!


Por que isso te incomoda?


Você poderia simplesmente passar o vídeo sem vê-lo, não dar atenção , não “seguir” essa pessoa...


Já parou para pensar que pode haver bem escondidinho aí um desejo de também falar nas redes sociais, ser ouvida, ter curtidas?


Tenho certeza que você tem muito a acrescentar se também falasse nas redes, no grupo de amigos, mas...


Na sua infância você pode ter passado por uma( ou mais) situação em que foi “reprovada” por se manifestar, por falar...

Quem eu sou quando ninguém está olhando?

E aí, inconscientemente você guarda a ideia de que “aparecer”, “falar em público” é REPROVÁVEL, mas lá no fundinho sua alma pede para também aparecer, fala, manifestar-se e então essa dor aparece em forma de crítica, de julgamento, de condenação.


Esse é a penas um exemplo de muitos.


Veja, nosso sistema é inteligente, lindamente inteligente!


Basta que olhemos para ele, o que essas emoções de raiva, condenação, julgamento querem te mostrar?


Existem muitas formas de trabalhar essas questões, sessões com psicanálise, escrita terapêutica, meditações guiadas, dentre tantas outras.


Qual é a melhor?


Aquela que aquece seu coração!


É momento de deixar a crítica de lado, não em relação ao outro mas consigo.

Primeiro você olha pra você, reconhece o que sente, percebe por que sente, e aí caminha para sua autodescoberta, seu autoconhecimento.


É um caminho lindo, sem julgamentos, sem condenação apenas você com você.


De verdade... Está TUDO BEM!!!


Essa caminhada é um processo que pede tempo, paciência consigo.

Pense sobre isso.


Um abraço quentinho e até a próxima.


Patrícia Lenharo

Psicanalista Espiritualista


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