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  • Writer's pictureRodrigo Bandeira

Aceita, que dói menos?

Updated: Jun 28, 2023

Quem nunca ouviu esta frase como conselho de amigo, comercial de TV ou até mesmo na terapia?...

Aceita que dói menos

Mas uma das respostas internas possíveis a essa afirmação, e que eu mesmo já fiz uso algumas vezes é:

"Eu não sou obrigado(a) a isso! Não aceito que..."

E você fica preso naquela cena, memória ou emoção. Procurando justificativas para o que aconteceu e, por óbvio, nunca encontra.


Mesmo a frase "aceita que dói menos" fazendo sentido ela pode gerar uma dificuldade no próprio processo de aceitação.


Eu não concordo muito com esta frase porque aceitar é, as vezes, a maior dificuldade da pessoa e, ao dizer que é só aceitar, podemos ignorar essa dor.


Seria o mesmo que o médico dizesse o nome do osso quebrado para a pessoa que está com uma fratura. Explica mas não diminui a dor. E a dor que incomoda...


Eu uso "acolhe que dói menos".
Aceita que dói menos

Acolhimento na minha visão é diferente de aceitação pois um local de acolhimento na minha visão terapêutica é um local onde não existe a condenação, a culpa e a vergonha.


Então, acolhe que dói menos, significa que, independente, do que for neste local não haverá condenação sobre aquilo.


Será um zona neutra, desmilitarizada do conflito interno que se passa no indivíduo.


É mais fácil, lógico e seguro tentar negociar com uma emoção, sentimento ou memória em um local e um momento em que ambos estão dispostos e não se sentem obrigados a nada.


Esse acolhimento é sentido na sessão de terapia, mas o assistido vai criando um local interno, uma zona de segurança em si mesmo. E passa, ao longo do tempo, a acolher seus conflitos internos e a renegociá-los.


Somente depois de ter esta capacidade interna estruturada a frase "aceita que dói menos" pode ser compreendida totalmente pois a dor de ouvir isso já passou.


Não sei quanto a você, mas comigo foi assim!


Abraços.

Rodrigo Bandeira.

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